L&C


Era 1997. Eu tinha apenas 14 anos, ele 16. Dois jovens de mundos diferentes—ele, um baiano cheio de vida, e eu, uma potiguar sonhadora. Poderia ter sido apenas uma paixão passageira, um daqueles amores de adolescência que o tempo apaga… Mas não foi.


Desde o primeiro olhar, algo em nós dizia que aquele encontro era especial. Não era apenas acaso—eu sempre digo que foi Deus quem o fez para mim. E, entre sorrisos tímidos e promessas ingênuas, começou a nossa história.


O tempo passou e, como qualquer casal, enfrentamos desafios. Construir uma relação verdadeira exige mais do que amor—exige respeito, companheirismo e, sim, renúncias. Mas, entre as dificuldades e as alegrias, havia algo que nunca mudou: a promessa que ele me fez lá no começo. “Eu vou te fazer feliz.” E ele cumpriu, todos os dias, com gestos, palavras e olhares que diziam mais do que qualquer discurso.


Hoje, não somos mais apenas dois. Somos cinco. Nossa família é o reflexo desse amor que foi crescendo, se fortalecendo e sendo sustentado pelo que há de mais puro e verdadeiro. Como está escrito em Coríntios 13:4: O amor é paciente, o amor é bondoso. E o que nos uniu, o que nos mantém até hoje, sempre foi e sempre será Deus.


Porque algumas paixões adolescentes não são apenas passageiras. Algumas foram feitas para durar para sempre.