J&D
Nos conhecemos na faculdade, onde ambos cursávamos licenciatura em matemática. Eu estava começando, e ele já estava no quinto semestre. Desde o início, ele me chamou a atenção. Misterioso e reservado, sempre na dele, enquanto eu era mais sociável e popular. Ao contrário dos outros garotos que me procuravam, ele parecia distante, e isso me deixava ainda mais intrigada. Eu nem entendia bem, mas algo nele me atraía de um jeito inexplicável. Hoje, consigo ver que era como se o universo já soubesse que estávamos destinados um ao outro, e, de alguma forma, algo dentro de mim já sabia disso também.
Minhas amigas brincavam, chamando-o de “o índio da matemática”, por causa de sua aparência, que, embora sem ancestralidade comprovada, remetia a isso. Elas sabiam do meu interesse, mas ele não fazia ideia. Ele sempre foi muito focado no próprio mundo, o que me atraía ainda mais. No início, era só um desejo distante, uma brincadeira entre amigas, até que, um dia, um professor, sem eu saber, contou para ele sobre meu interesse. A partir daí, ele se aproximou. Em menos de uma semana, marcamos um encontro. E foi nesse encontro que a conexão foi imediata.
Ele, que sempre foi um mistério para mim, revelou-se alguém incrível. No entanto, eu ainda carregava o medo de me entregar novamente, depois de um relacionamento tóxico do passado. Mas ele foi paciente, esperando por mim. Durante um mês, ele me pedia em namoro, e, quando via minha hesitação, brincava dizendo que era só uma piada. Até que, um dia, me senti pronta e fui eu quem fez a proposta: “Velho, quer namorar comigo?”
Desde aquele 1 de março de 2023, estamos juntos. Ele me fez acreditar no amor de novo, me mostrou que um relacionamento pode ser leve, baseado na confiança e no companheirismo. Evoluímos juntos, nos ajudamos a sermos versões melhores de nós mesmos. Nossa relação é simples e genuína—somos aquele casal que engordou depois de começar a namorar! Gostamos de cozinhar juntos, assistir séries e stand-up, estudar e, principalmente, compartilhar o dia a dia. Hoje, olho para trás e vejo que aquele sentimento intenso que tive no começo fazia total sentido. O universo já sabia: era pra ser a gente.



